Os Centros Locais de Aprendizagem (CLA) “resultam da criação de parcerias entre a Universidade Aberta e a sociedade civil, procurando desenvolver uma intervenção, em termos culturais e educativos, enquadrada nas dinâmicas locais e de acordo com as especificidades da respetiva área de influência. ”Têm como missão apoiar e alargar o âmbito de abrangência da comunidade académica da UAb. São, certamente, núcleos fundamentais que permitem a descentralização da atividade da UAb, possibilitando levar a cabo o objetivo de tornar possível o acesso à aprendizagem a todos os cidadãos portugueses que o desejem, enquanto instituição que ministra ensino a distância. “Cabe ainda aos Centros Locais de Aprendizagem facultar o suporte logístico e instrumental aos estudantes residentes na respetiva área de intervenção, assim como a responsabilidade de coordenação e organização do processo de avaliação presencial.” *
Em plena época de exames e provas de avaliação, é natural que nem tudo seja perfeito, que nem todos estejam satisfeitos, que alguns procedimentos necessitem de maior atenção e melhoria. Alguns estudantes mostram-se descontentes com a localização do CLA da sua região, outros com as deficientes instalações e logística, outros com a vigilância, outros com enganos e confusão da organização, …
Relativamente à localização da instituição onde os estudantes devem realizar as provas de avaliação presencial, é difícil agradar a todos, pois será um local muito conveniente para os que vivem nas imediações e muito inconveniente para os que precisam de se deslocar mais de cem ou duzentos quilómetros… todavia, é dada a possibilidade ao estudante de escolher o local de realização da prova. Certamente não será fácil a escolha destes CLA por parte da UAb, uma vez que estas instituições devem ao mesmo tempo prover a outros requisitos não menos importantes, sendo um deles as condições de logística e equipamento.
As instalações onde os estudantes vão realizar provas devem apresentar um ambiente mínimo de conforto e de equipamento necessário à realização da prova. É sabido que as provas de avaliação em si constituem momentos de algum stress e ansiedade para muitos estudantes, pelo que é desejável que sejam criadas condições propícias à descontração e à concentração no trabalho a realizar, sem mais constrangimentos de ordem física ou psicológica. Não é aceitável que o estudante tenha de realizar provas em cadeiras com braços, obrigando-o a posições antiergonómicas e pouco saudáveis, sobretudo tratando-se de estudantes trabalhadores, que, frequentemente, acumulam sobrecarga de trabalho e de idade… ou de estudantes esquerdinos que, por vezes, se veem obrigados a sentar-se e escrever em posturas fisicamente violentas e inaceitáveis. Por outro lado, determinadas provas, como as que necessitam de equipamento técnico (computadores, etc.) exigem salas bem equipadas que habilitem os estudantes a realizar as provas, sem perca de tempo com equipamentos disfuncionais ou não existentes.
Os requisitos de recursos humanos competentes são outra exigência a ter em conta por parte da UAb. Relativamente às regras de realização de provas de avaliação presenciais, elas devem ser bem claras e explícitas quanto aos materiais que os estudantes podem ter consigo, em termos de legislação e em termos de procedimentos idênticos por parte dos vigilantes em todos os locais. A credibilidade da instituição passa pelo grau de exigência de igualdade de procedimentos. É aconselhável que um dos procedimentos recomendados seja o aviso prévio por parte dos vigilantes, quanto aos materiais proibidos e os permitidos, em todas as salas, com local para guardar os materiais proibidos, de modo a não dar azo a alegação de desconhecimento das regras por parte do estudante; nunca é demais insistir na necessidade de desmultiplicação da informação, no ensino a distância.
É igualmente exigível que os recursos humanos responsáveis pela organização das provas sejam muito rigorosos em termos da sua preparação documental e logística, com indicações precisas quanto aos procedimentos anteriores, durante e posteriores às provas. Não são admissíveis erros de falta de salas, quando os estudantes se apresentam, trocas de documentos (Exames por P-Fólios ou vice-versa …), ou de identificação.
A UAb tem uma missão única no país, ao permitir que um grande número de adultos trabalhadores acedam a melhores qualificações académicas e profissionais, sem constrangimentos de mobilidade física ou temporal, através do novo modelo pedagógico de ensino aprendizagem via e-learning. Os esforços da melhoria da qualidade do ensino são visíveis e reconhecidos. No entanto, não é fácil inovar e gerir com competência e sem erros, para isso são necessários mecanismos permanentes de controlo de qualidade a todos os níveis. Os estudantes desejam esse rigor e essa excelência, que traz credibilidade e prestígio à sua Universidade, mas os estudantes não podem ser penalizados por erros de ineficiência ou ineficácia imputados à UAb ou às instituições onde realizam as provas; cabe à Universidade a reparação do erro e a compensação do estudante, tendo em conta o princípio da equidade. Porque os estudantes são clientes da Universidade.
* http://www.uab.pt/web/guest/organizacao/servicos/servicos-desconcentrados/cla
Maria Leonor Cortez dos Santos
Provedora do Estudante
14-07-2010
O Espaço do Provedor do Estudante foi criado a pensar especificamente nos estudantes da Universidade Aberta. Com independência e imparcialidade, procuraremos defender os seus interesses e legítimas expetativas, agilizando e mediando o processo de comunicação com os vários órgãos e serviços da Universidade.
De modo a facilitar a identificação e uniformização das sugestões ou reclamações, pomos à disposição dos estudantes formulários que, depois de devidamente preenchidos, serão enviados diretamente para a Provedora.
Decorrentes da análise das questões apresentadas, a Provedora emitirá reflexões, no sentido de propor contributos para a melhoria dos serviços, da qualidade dos processos de ensino/aprendizagem e da satisfação dos nossos estudantes.