Desenvolver nas instituições de ensino superior cursos de qualificação ou requalificação profissional e estabelecer normas de reconhecimento, validação e certificação de competências foram as principais prioridades identificadas na sequência do debate em torno da Aprendizagem ao Longo da Vida (ALV) promovido pela Universidade Aberta (UAb). A 1ª Conferência Internacional sobre ALV juntou quase meio milhar de participantes nos dias 12 e 13 de outubro, no Centro de Congressos do Taguspark, em Oeiras, com o Alto Patrocínio de Sua Excelência O Presidente da República, o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e com a Rádio Renascença, como Media Partner.
Uma das conclusões da conferência internacional prende-se com a necessidade de criação, nas instituições de ensino superior, de cursos orientados para indivíduos que carecem de qualificação ou requalificação para (re)orientação das suas carreiras profissionais, com enfoque nos desempregados (de longa duração) e nos grupos economicamente desfavorecidos. Com a presença de especialistas nacionais e estrangeiros, o evento salientou também a pertinência de normas de reconhecimento, validação e certificação de competências adquiridas através de percursos profissionais e de outras experiências de vida (autodidatas, estágios, voluntariado, entre outras).
Num quadro de crise económica, com a contenção financeira e a (re)qualificação de ativos a assumir preponderância para a recuperação das economias, os conferencistas aconselharam o recurso ao Ensino a Distância (EaD) como o regime mais adequado para o acesso a um ensino superior público e a ALV de qualidade, de modo económico e flexível.
Terminada a 1ª Conferência Internacional sobre Aprendizagem ao Longo da Vida, o Reitor da Universidade Aberta, Prof. Doutor Carlos Reis, anunciou que apresentará "ações concretas para dar cumprimento às recomendações resultantes da iniciativa". Entre as medidas, encontra-se uma "nova oferta pedagógica de ALV, que será lançada já no 2º. semestre deste ano letivo", adiantou.